Dois dias depois, o esquadrão de seis combatentes entrou em Framingham. O céu estava da cor de chumbo derretido. Os Harvester ships não pairavam sobre a cidade. Nenhum Mech em patrulha. Nenhum Skitter.

“Escuta”, Rico ordenou.

Na madrugada, os Mechs chegaram. Não os pequenos. Os gigantes de seis pernas, cuspindo fogo. Mas, a dez metros da escola, eles pararam. As luzes vermelhas piscaram. As articulações travaram. E então, um a um, os Mechs começaram a cantar — a mesma cantiga de roda, em coro metálico e desafinado.

Ricardo “Rico” Alvares virou o botão com os dedos trêmulos. Ex-mecânico de São Paulo, agora especialista em táticas de guerrilha da 2ª Milícia de Massachusetts, ele sentiu um arrepio na espinha.

A mulher, que se chamava Valquíria, respondeu com a voz trêmula: “Das outras crianças. As que ainda são humanas. Tem algo aqui... algo que os Espinhos não conseguem controlar.”

Mas, toda noite, ao ouvir o coro infantil ecoando pelo rádio, ele se lembrava de uma coisa:

A escola estava intacta. Mas as paredes externas brilhavam com um estranho resíduo bioluminescente — igual ao dos Espinhos, porém dourado , não vermelho.

A voz do outro lado era feminina, soterrada em sotaque paulistano e desespero.

Mira ergueu o fuzil. “Isso soa como bruxaria. Ou uma armadilha dos Overlords.”

"Queda dos Céus: Eco do Silêncio" — uma homenagem à força da resistência brasileira em um mundo pós-apocalíptico. Adaptado com alma de dublado para fãs da série.

“Aqui é Eco. Eco da Liberdade. Meu Deus... vocês são reais?”

“Comando Charleston, aqui é Eco. Missão alterada. Não vamos destruir a Zona Morta. Vamos expandi-la.”