O Cavaleiro Preso Na Armadura -
Só quando aceitou chorar — e viu que a lágrima escorria, enferrujando lentamente o aço — entendeu que desarmar-se não é fraqueza. É o único caminho para sentir de novo o vento, o abraço, a própria pele.
Até que um dia, um simples menino perguntou: — Por que você não tira isso? E o cavaleiro quis responder, mas o som saiu como chave enferrujada. Percebeu, então, que a armadura não o protegia mais. Ela o definia. E definia também a sua solidão. o cavaleiro preso na armadura
Pois o verdadeiro cativeiro não é o ferro. É a certeza de que, sem ele, não se é ninguém. Só quando aceitou chorar — e viu que
A armadura, que um dia foi escudo, virou cela. Cada placa, uma mentira que ele repetiu até virar verdade: — Estou bem. — Sei o que faço. — Não preciso de ninguém. E o cavaleiro quis responder, mas o som